Tuesday, July 12, 2005

O Cromus estilhaçus.

Tenho como máxima não me meter em confusões, principalmente naquelas que não me dizem respeito, mas como este espaço tem sido pirateado com comentários, que em anda têm a ver com o que aqui se escreve, não posso deixar de descrever este espécime de cromo que batizei de Cromus Estilhaçus.

O cromus estilhaçus é geralmente pouco dotado de intelecto.

É-lhe atribuída muito pouca actividade e aquela que se lhe conhece habitualmente ou passa despercebida ou está condenada a morrer precocemente.

As suas limitações intelectuais são tais, que nunca tem opinião própria para nada. Limita-se a seguir modas e correntes criadas por outros membros da sua espécie ou de cromos de outras espécies que se divertem ao observar a forma explosiva como estes reagem a situações que envolvam cromos das mais variadas espécies.

Com a evolução da espécie, para compensar a falta de massa cinzenta, coube ao intestino grosso executar funções, normalmente atribuídas ao cérebro, como falar, opinar, comentar etc.
Só assim se pode explicar a forma como reagem ao que se passa a sua volta.
As suas idéias cheiram mal, não conseguem falar sem emitir grunhidos pestilentos explodem de tal forma que até os seus olhos ficam cegos de tantos detritos expelidos, não conseguindo ver que estão a comentar no blogue errado.

Friday, July 01, 2005

O Cromagneau (não confundir com Cromagnon)

Vão, com certeza, desculpar-me o neologismo, mas o Cromagneau (como mais à frente perceberão) só pode ser apelidado desta forma. Para os mais distraídos, a designação Cromoagneau nasce da conjugação de dois substantivos (cromo+agneau (em francês cordeiro)), para se transformar num subadjcetivo (mais um neologismo). Este tipo de Cromo é, portanto, "simultaneamente ao mesmo tempo", um substantivo e um adjectivo. Se quiserem simplesmente chamá-lo, trata-se de um substantivo. Se quiserem ofendê-lo, tratem-no de Cromagneau.

O Cromagneau é, como a designação indica e consoante o género, um carneiro ou ovelha em potência. É seguidista por natureza e potencial cornudo (ou não), por circunstâncias da vida.

Ao contrário do Cromagnon, o Cromagneau não é um antepassado do homem moderno. É um desvio da evolução humana. Em vez de pensar pela própria cabeça, o Cromagneau não pensa e embarca nas ideias das outras cabeças. Incapaz de gerar um pensamento da sua autoria (agora uma redundância), limita-se a aplaudir os seus ícones, mesmo no caso em que esses ícones são apenas capazes de escarrar alarveiradas.

Se não fosse um ovino, o Cromagneau era um papagaio. Verbo de repetir e de pedir, o Cromagneau multiplica-se em manifestações de lambe-cuzismo (ainda outro neo...) e de idolatria.

Levado ao limite, o Cromagneau é cordeirinho para se meter com os bodes velhos adversários (do ícone), só porque o carneiro inspirador o tenta fazer. Acaba por perder a lã e ainda pergunta: "O que é que me aconteceu, hã?".

Podia alongar-me na descrição das características do Cromagneau, mas creio, para já, basta. Termino com um conselho aos Cromagneau(s) deste burgo e de outros reinos mais distantes: "Quem bode quer ser e de cordeiro não passa, é melhor acalmar-se antes que se transforme em caça".

Wednesday, June 22, 2005

Identificação
Ao que parece começa a surgir alguma curiosidade em saber quem são os responsáveis desde humilde espaço da blogosfera.
Como, no que me diz respeito, não tenho qualquer problema em identificar-me aqui estão duas fotos do "Je".
A primeira tirada numa fase em que sonhava com voos mais altos. A segunda no ano passado na Praia da Mata (Costa de Caparica).

Quero voos mais altos

O "je" na Praia

Monday, June 20, 2005

O Cromo bloguista

Não há como começar por casa. Um blogue que fala de cromos e escolhe "O Cromo bloguista" para título da primeira estória de cromos, só pode ser intelectualmente honesto, dado correr-se o risco de podermos cuspir para o ar e mais tarde...

O Cromo Bloguista (é melhor dar-lhe a devida dignidade e tratá-lo com maíusculas - mesmo sendo cromo) tem, no mínimo, a quarta classe e no máximo uma licenciatura em relações internacionais, antropologia, sociologia ou outra inutilidade qualquer. Não é engenheiro informático, mas sabe o que fazer na presença de um teclado, sobretudo escrever (embora haja, em certas regiões de Portugal, nomeadamente entre o Algarve e o Ribatejo, e a acima das Beiras, seres que desconhecem ainda as potencialidades desse piano esquisito). O Cromo Bloguista divide-se em duas sub-espécies: os agarradinhos e os desprendidos.

Comecemos pelos desprendidos. A atitude passiva do desprendido passa por consultar alguns blogues de refrência, os dos amigos e os dos desconhecidos (por esta ordem) de forma ocasional. Lê, reflecte (quando é capaz disso) e poucas vezes comenta o que por lá se passa. Quando passa para a posição de activo, o Cromo em questão diz quase todos os dias que vai criar o seu próprio blogue (o que só acontece meses depois) e, quando o faz, escreve um post por mês. Age desta maneira por manifesta falta de tempo ou, pura e simplesmente, por desleixo ou preguiça. Confesso pertencer a esta sub-espécie.

Vamos ao Cromo Bloguista dominante... o agarradinho. Em cada manhã, ao acordar, mesmo antes de cuidar da higiene (para os que o fazem), liga o PC (posto de controlo) de casa e verifica os blogues dos inimigos, dos amigos e, de quando em vez, os de refrência (por esta ordem). Em todos eles deixa comentários, apelando encarecidamente para que os outros bloguistas visitem o seu blogue e comentem. Quando chega ao seu local de trabalho e, se nele dispõe de um "ordinador", volta a fazer o exercício matinal, repetindo-o de 5 em 5 minutos. Confesso que conheço alguns que se enquadram neste tipo de cromice.

Concluo, após um estudo aprofundado (mais de cinco minutos) e reflexão apurada ("encore" cinco minutos) que os agarradinhos têm uma vida sexual monótona com comportamentos desviantes. Vivem em função do que se diz e escreve, em vez de escrever e falar em função do que vivem. Para eles uma recomendação: "nic niquem" mais e esqueçam os blogues durante uns dias. Vão ver que ao fim de umas semanas se transformam em seres menos ressabiados e mais sábios.

P.S.: Caro Minhoca, antes de mais, deixa-me dizer-te que fico lisonjeado com os elogios, mas "quando a esmola é muita, até o pobre desconfia". Quanto ao resto, máscaras e subterfúgios são utilizados pelos Cromos Bloguistas Agarradinhos anónimos, que escarram alarveiradas em vez de tentar reflectir sobre algumas questões importantes ou não. Os pseudónimos são obra de quem quer escrever de forma descomprometida. Reporter do Burgo é portanto um pseudónimo, não uma afirmação de anonimato. Leio que sabes muito sobre esta "caderneta", portanto, se já sabes quem é este cromo, não insistas mais, nem concluas demasiado repentinamente sobre a minha timidez ou extroversão. O importante não é o que somos mas como somos! Auguri...

Friday, May 27, 2005

Já cá faltava!

Começou ontem a aventura dos Cromos do Burgo. Sem dúvida que o Luxemburgo é uma imensa caderneta, com cromos para todos os gostos. Assumimos, a partir de agora, a tarefa de coleccionar alguns cromos e sobre eles escrever. Assumimos também a nossa condição de cromos. Fazemos parte da caderneta e como tal sabemos, por experiência própria, o que é um cromo do burgo. Nós por cá, somos cromos de qualidade, como os da Panini, certificados ISO2005 e com controlos de qualidade fequentes.

A paisagem "bloguista" do Luxemburgo está a crescer e a multiplicar-se, o que só pode ser considerado positivo. Pela parte que me toca, a linguagem foleira e os insultos não se aplicam aos "meus" cromos. Qualquer cromo, por mais que o seja, merece respeito, mas não deixa de ser cromo e merece, também, que seja contada a sua história, se possível, com um toque de boa disposição à mistura.

Aceitei o convite do Mike do Burgo para participar neste blog com o pressuposto de que por esta "caderneta" não passavam cromices mal intencionadas e de que a máxima "na net e nos blogs nem tudo é permitido" a este se aplica.

Por issso, permitam-me que vos diga que este Cromos do Burgo já cá faltava! As estórias de cromos ficam para outro post.

Thursday, May 26, 2005

Nasceu o Cromos do Burgo

Está oficialmente inaugurado mais um espaço na blogosfera. O cromos do burgo pretende ser um espaço de opinião sobre as actividades e comportamentos das mais variadas espécies de cromos que insistem fazer do Luxemburgo um dos mais ricos e completos habitats, vulgarmente designados por “cadernetas”.